sábado, 14 de janeiro de 2012

A HISTÓRIA DO ESCLAVAGISMO NO OCIDENTE (parte 1)

http://fjjeparreira.blogspot.com/






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“… ser herói é não ter rebanho…”
José Saramago
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O esclavagismo e a história de Portugal,

Ou a versão política dos equívocos históricos do “Problema Português” (…).


Um problema que extravasa as fronteiras de um pequeno país com uma cultura profundamente nacionalista e patriótica, povo que tenta “fugir” ao seu desígnio de “pequenez” numa Europa ocidental económica e socialmente forte e coesa, mas politicamente vulnerável e “disponível” para os intentos maliciosos das subculturas politicas corporativas.


Das quais a questão mais grave (de repente caída na nossa actualidade “moderna”) parece ligar-se à ética das problemáticas raciais que são a “pedra de toque” dos aglomerados políticos extremistas (a extrema-esquerda e a extrema-direita políticas) que se entrecruzam na vivência quotidiana da cultura europeia ocidental (e não a dispensam de coabitação conflituosa).


(…)

É curioso que os Ingleses desde cedo abraçaram a causa do Anti-Esclavagismo (mesmo no cerne da sua cultura e ascendência colonial profunda) e por isso foram combatidos por muitas culturas específicas e o resto do outro meio mundo.

(e mais algumas tribos especiais)


Desde a Guerra dos Bôeres, em África, às duas guerras mundiais em que foram figura de topo e primeira linha, os Ingleses sempre estiveram no plateau desta questão emblemática do Anti-Esclavagismo.


(não será por acaso que Londres é classificada como a “capital multi-cultural” da Europa, e provavelmente do mundo)

Este problema começou a tomar expressão crítica durante a Guerra Peninsular, na qual Portugal participou com o evento das denominadas “Invasões Francesas”, e o problema principal consistiu (essencialmente) no domínio dos mares e dos portos por onde se fazia o comércio esclavagista com origem em África.

Os principais intérpretes da Guerra Peninsular foram a Inglaterra e a França, com a participação activa de Portugal e Espanha, na qual a Inglaterra lutou contra o domínio marítimo do comércio esclavagista interpretado pelo poderio da armada militar Francesa e dos interesses comerciais e económicos do império colonial Francês.


Os portugueses (com o seu exacerbado patriotismo) terão tido a percepção política da verdadeira intenção de Napoleão de governar os importantes portos lusitanos no comércio de escravos de África (principalmente de Angola), mas também de promover o território de Portugal a Colónia Francesa (e as “gentes lusitanas” a escravos do ideal colonial francês), situação que se viria a transformar numa Guerra de Libertação.



E com sucesso,
Com equívoco,
E desde logo levanta uma interjeição política plena de oportunidade e ocasião na nossa actualidade estratégica, projectando este assunto para o nosso tempo contemporâneo no interesse político dos activistas da Causa de Libertação de Portugal do jugo económico que suporta a libertação da pobreza dos países e povos europeus mais “pequenos e inferiorizados”, e do crescimento político e social transversal a todos os países da Europa comunitária.


Ou seja (portanto e por outras palavras), será que o “ideal” (colonial) de Napoleão ressuscitou na Política Europeia do Tratado de uma Europa Única ??

Na União Europeia do Século XXI ??

Pois parece estúpido e irreal este “Assunto”, visto ao contrário e “do lado político do avesso”, mas não é (…),

E tal circunstância prova que a “substância” em cima da Mesa Política da actualidade no mundo inteiro e, em particular no ocidente, chama-se Esclavagismo.

A nova era política pós-moderna na senda de um Esclavagismo Moderno e numa visão política surreal mas muito concreta.


(…)



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ANEXOILUSTRAÇÃO TEMÁTICA:


………………..
“…

de:


Reacção na Europa


1805 – Na segunda-feira dia 21.10.1805 uma armada franco-espanhola de 33 navios que saía de Cádiz com rumo a Nápoles, onde Bonaparte necessitava de tropas para invadir a Áustria, é atacada e destruída ao largo do cabo Trafalgar;
embora o mais jovem almirante britânico, Horácio Nelson, morra durante a famosa batalha, pelas 17 horas o poderio naval da França atinge o seu ocaso.

Quando a Inglaterra proíbe imediatamente as nações neutras de comerciarem por mar com a França sem uma licença a obter nos portos ingleses, o imperador Bonaparte decreta um bloqueio geral dos portos europeus.

1806 – Encorajada pelo domínio britânico do mar das Caraíbas, a população mestiça de Port-au-Prince, encabeçada por Pètion, revolta-se e o imperador Jacques I morre ao tentar dominá-la.

No lado sul da ilha Pètion alforria os escravos e persuade-os a que, em vez de cultivarem a cana, plantem café: é esta cultura livre e imecanizável, encorajada pelo comércio americano, que põe fim à economia ultramarina francesa.

[* Alforria era a o nome dado a libertação de escravos no Brasil e em outras colónias europeias nas quais foi implantada a escravidão. A principal fonte de escravos eram africanos capturados em suas terras e trazidos nos chamados navios negreiros. A palavra alforria é originalmente árabe, que pronuncia-se "al horria", que quer dizer "a liberdade".
A carta de alforria era um documento através do qual o proprietário de um escravo rescindia dos seus direitos de propriedade sobre o mesmo. O escravo liberto por esse dispositivo era habitualmente chamado de negro forro.]

http://pt.wikipedia.org/wiki/Alforria


1807 – Na Europa, a nação portuguesa encontra-se na difícil situação de aliada centenária da Inglaterra, com uma economia dominada por investimentos britânicos e sob um governo forçado a fingir que respeita o bloqueio francês; a 12.08 sabe-se da nota do embaixador francês, em que este exige, entre outras medidas, a declaração de guerra à Inglaterra.

De facto o rei português chega a assinar os decretos respectivos entre Outubro e Novembro mas, mesmo assim, a Casa de Bragança é banida por decreto de Bonaparte e, na noite de 19.11, o general Junot invade Portugal com 25.000 soldados que vão saquear a vila de Castelo Branco.

Dez dias depois a família real e muitos nobres deixam a praia da Ericeira rumo ao Brasil, sob escolta duma flotilha britânica.

Com o domínio do comércio do Atlântico garantido pela presença do rei português D. João VI na América, os Lordes britânicos aprovam, finalmente, a proposta de Wilberforce: a abolição da escravatura em todos os domínios da coroa britânica.

1810O tratado de Aliança de 19.02.1810, negociado com a Grã-Bretanha pela corte do Rio de Janeiro, contém uma proposta de Abolição gradual em todos os territórios portugueses.

1811 – O governo britânico institui a pena de morte para os transportadores ingleses, agora conhecidos por ‘negreiros’.

1813A lei de 13.11 reduz à metade o tráfico de Angola, mas na prática os negreiros mantêm-no em alta.



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de:


(…)

D. Pedro I do Brasil (D. Pedro IV de Portugal) não acreditava em diferenças raciais nem na presumível inferioridade do negro, como era comum na época e combatia publicamente a escravatura.

A maioria da população brasileira, no entanto, era hostil às ideias abolicionistas.

Segundo a historiadora Isabel Lustosa, D. Pedro I foi um governante muito à frente da elite brasileira do seu tempo. Afrontou os valores da escravatura, combatendo com vigor o hábito de alguns funcionários públicos mandarem escravos para trabalhar em seu lugar.

Para José Murilo de Carvalho, D. Pedro era “comandado por emoções, às vezes contraditórias, a que não aprendera a impor barreira alguma. Era impulsivo, romântico, autoritário, ambicioso, generoso, grosseiro, sedutor. Era capaz de grandes ódios e grandes amores “.

(…)

Ao evitar-se que a Família Real fosse aprisionada em Lisboa pelas tropas francesas, inviabilizou-se o projecto de Napoleão para a península Ibérica, que consistia em estabelecer nela famílias reais da sua própria família, como ainda se tentou em Espanha com a deposição de Fernando VII e Carlos IV, colocando no trono José Bonaparte, irmão de Napoleão.

(….)
…”
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